Marketing Direto, Redes Sociais e Videotape.

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O Marketing Direto como nós o conhecemos até o início dos anos 2000, se não morreu respira por aparelhos. Não é à toa que a febre de agências especializadas em Marketing Direto esfriou. E não é porque foi substituído pelo e-mail marketing, mas porque ele hoje faz parte de uma estratégia de relacionamento bem mais ampla, que vai muito além da antiga mala-direta. O tão celebrado “call to action”, como o “peça já” está dando lugar ao “o que você tem a dizer?”. Sai a imposição e entra o diálogo. Com o avanço das redes sociais e da “cyberdesinibição”, os consumidores aumentaram seu contato com as marcas e estão muito mais à vontade para opinar, questionar e contribuir com a sua percepção sobre as empresas. Se por um lado isso pode parecer arriscado (muita gente está ouvindo o que não quer), por outro lado é inevitável. Em palestra recente promovida pelo IBOPE para seus assinantes, ficou claro que a decisão de estar nas redes sociais não é da empresa. É dos internautas. Queira ou não, a sua marca já está lá ou em muito breve vai estar. Por isso, todo anunciante precisa saber operar nesse cyberespaço até para poder se defender ou não deixar questões importantes em aberto. E quem souber tirar proveito dessa proximidade com o público pode aperfeiçoar seus produtos, serviços e oferecer benefícios realmente relevantes para o consumidor. Caso contrário, corre-se o risco de um grande prejuízo de imagem, como neste vídeo famoso sobre a United Airlines, que deixou sem resposta um passageiro que teve seu violão Taylor (caríssimo) extraviado pela companhia aérea e criou um dos maiores “hits” do Youtube.

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1 de dezembro de 2009
Alexandre Silveira
Por Alexandre Silveira

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