O cinema e a propaganda.

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Com o Oscar chegando, vale a pena relembrar a importância das referências cinematográficas para quem cria, aprova e produz filmes publicitários. Analisando alguns títulos em cartaz nesta temporada, podemos extrair bastante matéria-prima para desenvolver os nossos “curtíssima metragem” do dia a dia.

Invictus chama atenção pela simplicidade na Direção e pela escolha do casting. Morgan Freeman como Nelson Mandela está impecável. Um grande ator segura tanto um filme de 2 horas quanto um comercial de 30 segundos.

Scherlock Holmes traz agilidade nos diálogos e uma direção dinâmica e veloz, elementos importantes quando se precisa sintetizar rapidamente uma mensagem.

Avatar é um primor de direção de arte e computação gráfica, recursos muito utilizados nos comerciais, que num futuro próximo poderão explorar melhor a reprodução em 3D e a realidade aumentada.

Alice, na leitura de Tim Burton, já no trailler dá um show de figurino, cenários, fotografia e cria um universo próprio, que poderia ser explorado em campanhas de moda, por exemplo.

Além desses, o filme 500 dias com ela é uma prova de que originalidade independe de grande orçamento, o que você pode perceber desde o lettering debochado da abertura.

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20 de janeiro de 2010
Alexandre Silveira
Por Alexandre Silveira

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