Pesquisa indica surgimento do “Luxo Popular Brasileiro”
UncategorizedO significado do luxo para a emergente classe média, não é necessariamente igual ao luxo da elite. Pesquisa recém concluída pela consultoria A Ponte, indica que começa a surgir o conceito de “Luxo Popular Brasileiro”.
Para as classes mais altas, luxo é uma maneira de ser ou sentir-se diferente dos outros. Para a classe C, ao contrário, é uma forma de inclusão, de ter o que os outros já têm. Outra diferença é que para os jovens da Nova Classe Média, luxo está essencialmente ligado a marcas e produtos e não a experiências, como viagens, orgias gastronômicas ou aventuras esportivas.
A pesquisa da Ponte mostrou que para a classe C existem 3 tipos de luxo: o inatingível, o luxo da auto-estima e o do pertencimento. O luxo inatingível, representado pelos carros caríssimos, bolsas e sapatos de “muitos mil reais”, como dizem os entrevistados, esse não só não faz parte da vida da classe C emergente como também não representa seus sonhos de consumo. O mesmo não acontece com o luxo da auto-estima, que passa pela compra de produtos ligados a moda ou beleza e faz com que essas pessoas se sintam bem com elas mesmas. Isso inclui desde tênis até unhas coloridas, apliques para o cabelo e acessórios. Nesse caso, para se sentir bem, vale até mesmo recorrer a “réplicas”, um nome diferente para falar de produtos piratas. Finalmente, o luxo do pertencimento é traduzido por marcas e produtos que ajudam a nova classe média brasileira a ser mais bem aceita nos lugares que ela freqüenta, seja o trabalho ou a própria comunidade onde mora. Ou seja, para fazer parte da turma e sair bonito na foto, as regras são cuidar da aparência e usar, afinal, aquilo que todo mundo usa.
A pesquisa mostrou ainda que as marcas de luxo dos consumidores da classe C não são as mesmas da classe A. Para a Nova Classe Média, luxo mesmo é usar Nike, Adidas ou Oakley, viajar para lugares como a Disney, Fernando de Noronha ou Florianópolis, e possuir em casa equipamentos como PlayStation, TV de tela plana da LG ou um iPhone.
Um dos grandes méritos desse trabalho da Ponte é questionar, mesmo que indiretamente, a noção de que os mais pobres aspiram ser como os mais ricos. Agora começa a ficar claro que a Nova Classe Média, que é a maioria da população brasileira, tem suas próprias aspirações e referências.
Fonte: Blue Bus – Marinho












