Petrobras, Nestlé e Natura: universais
BrandingUm estudo realizado pela Troiano, com mais de 15 mil pessoas, apontou que Petrobras, Nestlé e Natura estão entre as marcas de maior prestígio no Brasil. Apesar de apenas Nestlé aparecer no ranking da Superbrands (post anterior), as três marcas são as primeiras do ranking Negócios 100 da revista Época Negócios, com mais de 200 marcas corporativas que se destacaram no ano passado. Para Jaime Troiano, sócio-diretor da empresa, estas marcas são universais, ou seja, estão presentes em todas as regiões do Brasil e têm penetração em todas as classes sociais.
Petrobras, Nestlé e Natura são as mais confiáveis e admiradas tanto para quem tem renda de até R$ 1.000,00 quanto por quem recebe até R$ 3.000,00, até R$ 5.000,00 e acima de R$ 8.000,00. Elas também são unanimidade nas cinco regiões brasileiras. “Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste têm essas marcas como as mais admiradas, confiáveis, democráticas e com uma atuação nacional muito forte. São capazes de criar identidade e empatia com todos os segmentos da população”, apontou Jaime Troiano, em entrevista ao site Mundo do Marketing.
O que faz com que estas marcas tenham mais sucesso é a relação de proximidade que estabelecem com o consumidor e a segmentação.
É a prova também de que a mídia de massa vem perdendo espaço no Brasil e que a propaganda não é a única responsável pela construção de marcas admiradas e confiáveis. Se fosse assim, Casas Bahia, a maior anunciante do país, seria a primeira do ranking. “Só pressão de mídia não cria marcas de prestígio absoluto. Ajuda, mas não é o suficiente”, diz Troiano. Este caso é ainda mais notório, uma vez que a líder do ranking é a Nestlé.
A marca suíça aparece em primeiro por uma série de ações tanto institucionais quanto de produto. “Ela faz um trabalho bastante inteligente no mercado. A Nestlé tem se comunicado usando a marca corporativa além de suas marcas de produto”. Ser a marca mais admirada e confiável significa ser escolhida pelo consumidor tanto pelo lado emocional quanto racional. “Admiração é uma avaliação genérica, com grande dose emocional. Tem a ver com as relações com as marcas. Já a confiança tem mais relação com a razão”, avalia Troiano.











